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O fornecimento de água para atender a demanda da população é o objetivo principal de todos os sistemas de distribuição. Para isso, é importante que o abastecimento seja operado dentro de uma normalidade, suprindo as necessidades da comunidade e evitando desperdícios e contaminações.
De acordo com o Coordenador Técnico Especial de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário da AGERBARRA Glauber Aparecido Alves Moura, a pressão da água nas tubulações deve ser controlada, pois pressões elevadas favorecem perdas de água, enquanto pressões baixas dificultam o abastecimento domiciliar e facilitam a entrada de agentes contaminantes na rede.
Glauber também ressaltou que existe uma norma técnica que estabelece os limites de pressão para a distribuição de água nas tubulações para abastecimento público (art. 5.3.1 da NBR n.º 12.218/2017), que determina que a pressão estática máxima deve ser de 40 mca (metros de coluna de água), podendo chegar a 50 mca em regiões com topografia acidentada, e a pressão dinâmica mínima, de 10 mca.
A fiscalização da pressão e da qualidade da água é feita regularmente pela equipe AGERBARRA (Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Barra do Garças), como explica o gerente de fiscalização e operação da agência, Reuber Bonfim Oliveira.
Segundo ele, o monitoramento de pressão é realizado periodicamente em diferentes pontos nas cidades. Em Barra do Garças, por exemplo, são 16 pontos divididos por regiões, onde as pressões da água são aferidas duas vezes por semana e com esses dados coletados elabora-se o relatório de fiscalizações e, se apresentar desconformidade, lavra-se um auto de notificação com prazo para a correção. Em muitos casos a concessionária tem que realizar investimentos para adequação do problema constatado.
Em relação ao monitoramento da qualidade da água e do esgoto, realiza-se medições do cloro residual livre periodicamente, por exemplo, em Campo Verde é a cada 02 meses. Também são realizadas periodicamente coletas de amostras de água na rede de distribuição e de esgoto nas estações de tratamento e enviadas para análises em laboratórios terceirizado. Desta feita, pode-se avaliar a qualidade das águas distribuídas e a eficiência das estações de tratamento de esgoto. Da mesma forma que no monitoramento de pressão, se encontrar desconformidades em relação a legislação, notifica-se para as devidas correções.
A AGERBARRA continuará seu trabalho de fiscalização e monitoramento para assegurar a qualidade dos serviços de abastecimento de água e de esgotamento sanitário nas cidades reguladas pela agência.